Fiquei a saber que os portugueses que votaram no concurso dos Grandes Portugueses escolheram maioritariamente Salazar. Serão velhinhos nostálgicos da velha ordem, ou jovens à procura de desordem? Os números de telefone não têm idade. E as explicações racionais de defesa só as que publicamente fez o Prof. Nogueira Pinto em espaço e tempo próprio, já que dos votantes pouco se sabe. Há que saber? As decisões deste teor ficam com cada um que as faz, era só o que faltava, agora, é que um concurso de televisão vinculasse o povo português a uma escolha sobre uma personagem do seu passado paroquial. Do imaginário de cada um responda cada um. Já da opção política por uma pessoa ou um partido de estrema direita, respondemos todos. Mas também…a quem interessa a política em Portugal? A 26% dos seus eleitores. Bem nos podemos continuar a ralar.
Já a escolha do nosso Presidente da República em não convidar o ex. Presidente Mário Soares para a cerimónia de celebração dos 50 anos sobre o Tratado de Roma, tal qual ouvi nos noticiários, me pareceu do mais mesquinho ricto que Cavaco Silva teve como presidente. É este tipo de mediocridade nas acções e nas ideias dos nossos políticos que arrasta Portugal para a desonra. Pessoas muito mal-educadas, que se acotovelam para fazer ouvir os argumentos que não têm, que enchem o peito ao pensar na vingançazinha que hão-de fazer sofrer por penas imaginárias ou reais, e se acocoram à voz do dono, é que são uma lástima para Portugal. De um Presidente da República não esperava tal.
Li que o nosso Primeiro-ministro terá partido para “um exercício de humilhação” sobre o deputado socialista Ricardo Gonçalves por este se lhe opor frequentemente. Não conheço pessoalmente nenhum dos envolvidos, não estive presente, não testemunhei. Mas acredito na fonte do jornal Expresso (24-3-2007, p. 10). E este ricto de poder é frequente em todos os que se sentem imbuídos de uma ideia messiânica de si que não permite discussões, ou críticas ou reticências. Todos sabemos que uma democracia é o regime que mais trabalho dá aos seus governantes, porque estes ao mandarem têm que esclarecer, justificar e aguardar pela adesão. Não é fácil, deve ser frustante muitas das vezes, e deve dar uma grande vontade de passar a intitular-se um déspota iluminado, assim não há resistências nem oposições.
Já a escolha do nosso Presidente da República em não convidar o ex. Presidente Mário Soares para a cerimónia de celebração dos 50 anos sobre o Tratado de Roma, tal qual ouvi nos noticiários, me pareceu do mais mesquinho ricto que Cavaco Silva teve como presidente. É este tipo de mediocridade nas acções e nas ideias dos nossos políticos que arrasta Portugal para a desonra. Pessoas muito mal-educadas, que se acotovelam para fazer ouvir os argumentos que não têm, que enchem o peito ao pensar na vingançazinha que hão-de fazer sofrer por penas imaginárias ou reais, e se acocoram à voz do dono, é que são uma lástima para Portugal. De um Presidente da República não esperava tal.
Li que o nosso Primeiro-ministro terá partido para “um exercício de humilhação” sobre o deputado socialista Ricardo Gonçalves por este se lhe opor frequentemente. Não conheço pessoalmente nenhum dos envolvidos, não estive presente, não testemunhei. Mas acredito na fonte do jornal Expresso (24-3-2007, p. 10). E este ricto de poder é frequente em todos os que se sentem imbuídos de uma ideia messiânica de si que não permite discussões, ou críticas ou reticências. Todos sabemos que uma democracia é o regime que mais trabalho dá aos seus governantes, porque estes ao mandarem têm que esclarecer, justificar e aguardar pela adesão. Não é fácil, deve ser frustante muitas das vezes, e deve dar uma grande vontade de passar a intitular-se um déspota iluminado, assim não há resistências nem oposições.
Compreendo que quem tem de si uma imagem de vencedor e intrépido líder não terá paciência para os “ses” e os “mas” que certos indivíduos pensantes, teimosos ou azémolas esvoaçantes teimam em fazer ouvir, como se fizessem perder um tempo precioso para o tempo da governação. É muito melhor calarem-se todos para que possam fazer conjunto harmonioso, e sairem sempre vitoriosos e não passarem à oposição, nunca. Não pela qualidade das medidas, não pela força dos projectos, mas pela coesão à volta do chefe dos “sim, senhor Primeiro-ministro”, pela aparência de união. Pela estupidez que dita a moda falsa da ideia que é muito citada por aí, falsa e frase mal pensada, que “à mulher de César não basta sê-lo há que parecê-lo”, para deixar cair convenientemente o "sê-lo# e só ficarmos com o que parecemos, onde mitigamos vaidades e fome de atenção.
Já vi pessoas a serem objecto de exercícios de humilhação por indivíduos sem escrúpulos que hoje ocupam alguns cargos de poder. Autênticos momentos de abjecção, embora, pelo que leio na história, feita por aprendizes em canalhice das relações humanas. Nunca vi os humilhados a enfrentarem-nos, não sei se por não se terem apercebido ou se por estupefacção ou se por educação. E se calhar, se fosse possível, ainda telefonariam a dizer que gostavam de eleger essas pessoas como outros grandes portugueses do futuro.











