quinta-feira, maio 22, 2008

Todos os meios são bons se para uma boa causa?

Pode-se mentir para provocar uma intervenção militar que reequilibre as forças em conflito?

Pode-se divulgar impunemente imagens de pessoas a correrem atrás de um camião de uma ONG que clandestinamente põe os seus voluntários a atirarem comida enquanto prosseguem em grande velocidade com vista a provocar uma reacção emocional nas populações mundiais a favor de uma intervenção?


Em tudo de acordo com as palavras do ministro francês dos negócios estrangeiros, mas sei de formas pouco honrosas utilizadas por ele no passado para, na prática, fazer concentrar a atenção mundial sobre as suas causas.
Não é só uma questão de não querer sujar as mãos da minha parte? Ou de estar sentada comodamente no meu gabinete enquanto a realidade sobre a qual se fala é outra, exigindo medidas menos virtuosas ou procedimentos menos legais, em nome da protecção da vida?
Penso que é antes uma questão de salvaguarda da verdade e de coerência das coisas como elas são, e sendo-o já suficientemente más, independentemente dos estrategemas comunicacionais que para elas se arranjem, como tal devem ser vistas e analisadas, e como tal se deve proceder à necessidade de intervenção. Não é preciso encenar o mal, ele já fala por si de forma suficientemente audível.
E a ONU é mesmo covarde, quando a alguns países lhe dá jeito tê-la assim.

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